terça-feira, 30 de junho de 2009

PINA BAUSCH (1940-2009)



Auf Wiedersehen.

(ln)

7 comentários:

Marta Lima disse...

"Raramente a solidao foi representada de maneira tão intensa" foi uma frase que, com 16 anos, me marcou sobre a sua obra. Descrevia o seu 'Café Müller'. Desde então, nunca consegui evitar sentir uma grande estupefacção pela forma como a vivência humana fora reproduzida naquela performance, pela maneira como uma realidade tão crua nunca chega a perder a beleza. Conseguiu sublimar o teatro e a dança, utilizando o corpo tão brilhantemente, que o entendimento de cada movimento transcende em muito os sentidos. Uma grande perda, queria eu ter palavras para lhe fazer jus.

Joana disse...

:(...

Joana disse...

Que engraçado, fui rever vídeos dela e escolhi precisamente o Café Muller. Fiquei mesmo triste.

BL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BL disse...

O Mês de Junho foi trágico...

Perderam-se grandes figuras do mundo artístico...

(Que) Descanse em Paz!

direitoÀcena disse...

António Mega Ferreira,O mundo sem Pina Bausch(PÚBLICO)

"Não sei como é o mundo sem Pina Bausch, porque nunca me passou pela cabeça pensá-lo sem ela. Onde estávamos no momento em que ela morreu? Em que pensávamos? Que sonhos ou assombrações nos ocupavam o espírito? E sobretudo, porque não sabíamos que ela ia morrer (nunca soubemos que ela podia morrer), desprevenidos, nem imaginávamos que tudo isso podia ser matéria para as suas narrativas fantásticas, que passaram, nestas décadas, a fazer parte da nossa visão de tudo. O mundo tornou-se uma narrativa feita de estórias e da acumulação de sinais quotidianos, que a perspectiva cinematográfica de Pina Bausch encenava, através de um subtil sentido da montagem. De modo que o mundo sem ela não é bem o nosso mundo, a não ser no que dela nos ficar nas suas extraordinárias criações, perpetuadas pelos seus bailarinos e intérpretes. É um mundo diminuído, convenhamos. Até porque lhe falta o gesto terno, elegante, compassivo, o olhar longo e infinitamente humano dessa extraordinária criadora, que tivemos a felicidade de conhecer e admirar."

ln

Joana disse...

O Mega Ferreira escreve tão bem... Como cronista, mas não só... Comprei uns livros dele e surpreendeu-me. Ainda bem que vim aqui ler os comentários. Obrigada...