sábado, 10 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
E uma sugestão para logo
A cantora de jazz norte-americana apresentará o seu novo disco, «Raconte-Moi», que revisita «grandes clássicos da canção francesa, imortalizados por Paul Misraki, Georges Moustaki, Henri Salvador e Keren Ann», entre outros, e ainda temas originais de novos compositores, como Claire Denamur, Pierre-Dominique Burgaud e Emilie Satt.
LN
"Num Dia Igual aos Outros"
sexta-feira, 19 de março de 2010
sobe e não pode que vai cansada.
Sobe, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa, larga que larga,
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada,
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
António Gedeão
quinta-feira, 18 de março de 2010
TNSJ - "Antígona"
Aqui fica mais um convite para assistir com a malta do dÀc à nova produção do TNSJ.

de
Sófocles
encenação e cenografia
Nuno Carinhas
interpretação
Alexandra Gabriel, António Durães, Emília Silvestre, João Castro, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Maria do Céu Ribeiro, Paulo Freixinho, Pedro Almendra
produção
TNSJ
Entremos na noite de Antígona guiados pela mão de Roberto Calasso: “Do sacrifício, juntamente com o sangue, escorrem as histórias. Assim afloram as personagens da tragédia”. Assim aflora Antígona, a “filha de Deus antes de Deus ser conhecido”, que vem expor na praça pública o martírio do seu coração. Dizem-nos que a tragédia grega nasceu quando o homem começou a ver os mitos com os olhos do cidadão, quando o homem começou a cismar sobre o divino. A Antígona de Sófocles convoca-nos para o centro deste tremendo debate político e filosófico, dramatizando os encontros e desencontros entre as leis escritas dos homens e as leis não escritas dos deuses. E este conflito não tem fim, nem vencedores. Século após século, Antígona sai do escuro e continua a falar-nos dos prodígios e das insuficiências do humano. Depois de Breve Sumário da História de Deus, Nuno Carinhas volta a interrogar as “coisas primeiras”, oferecendo à cidade a sua (e a nossa) primeira tragédia grega. À semelhança de Édipo, também Gil Vicente e Sófocles sabiam a resposta ao enigma da Esfinge: “É o homem”.
7.4.2010 (Quarta-feira)
21h30
Teatro Nacional de São João, Porto
Preço dos bilhetes (15 bilhetes pré-reservados)
dÀc € 6,00 (e não € 5 como habitualmente por alteração da tarifa desde Jan 2010)
FDUP e amigos € 7,5*
Reservas até dia 31.3.2010, através do email direitoacena@gmail.com ou com os membros do dÀc na FDUP
(*) a diferença destina-se ao Fundo Teatreiro-Mor.
segunda-feira, 15 de março de 2010
"C'est beau la vie"
Le vent dans tes cheveux blonds
Le soleil à l'horizon
Quelques mots d'une chanson
Que c'est beau, c'est beau la vie
Un oiseau qui fait la roue
Sur un arbre déjà roux
Et son cri par dessus tout
Que c'est beau, c'est beau la vie.
Tout ce qui tremble et palpite
Tout ce qui lutte et se bat
Tout ce que j'ai cru trop vite
A jamais perdu pour moi
Pouvoir encore regarder
Pouvoir encore écouter
Et surtout pouvoir chanter
Que c'est beau, c'est beau la vie.
Le jazz ouvert dans la nuit
Sa trompette qui nous suit
Dans une rue de Paris
Que c'est beau, c'est beau la vie.
La rouge fleur éclatée
D'un néon qui fait trembler
Nos deux ombres étonnées
Que c'est beau, c'est beau la vie.
Tout ce que j'ai failli perdre
Tout ce qui m'est redonné
Aujourd'hui me monte aux lèvres
En cette fin de journée
Pouvoir encore partager
Ma jeunesse, mes idées
Avec l'amour retrouvé
Que c'est beau, c'est beau la vie.
Pouvoir encore te parler
Pouvoir encore t'embrasser
Te le dire et le chanter
Oui c'est beau, c'est beau la vie.
LN
quinta-feira, 4 de março de 2010
Sugestão para o fim de semana que virá
http://www.cnb.pt/gca/?id=419
5 TANGOS
Coreografia de Hans van Manen
Música de Astor Piazzolla
SERENADE
Coreografia de George Balanchine
Música de Piotr Ilitch Tchaikovsky
ADAGIO HAMMERKLAVIER
Coreografia de Hans van Manen
Música de Ludwig van Beethoven, Hammerklavier, Sonata nº 29 opus 106
LN
segunda-feira, 1 de março de 2010
Em (Grande) Cena
Uma obra direccionada para a problemática do abuso sexual de menores ( na senda de "Precious"), temática semelhante à abordada em Lolita, clássico da literatura primeiramente adaptado ao cinema por Stanley Kubrick - filmes mencionados a título meramente ilustrativo. É mais do que uma mera dissertação moral ou sociológica, pretende-se questionar e reflectir acerca de um flagelo social e humano ao qual não vale a pena fechar os olhos. É a história de um reencontro, anos após uma relação entre uma jovem de 12 anos, na altura, e um homem de meia idade.Original de David Harrower, encenada por Tiago Guedes e com interpretação de Miguel Guilherme, Isabel Abreu e Constança Rosado, Blackbird permanecerá no Teatro Carlos Alberto entre 5 e 14 de Março.
