quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Todos ao palco!

Ensaio na FDUP

27.2.2008 (hoje!)

20h

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

http://www.palmilhadentada.com/

Quem se anima?

Lembrando que o Rodrigo Santos foi nosso Colega de curso e de direitoàcena...



"Bucket"


De 11 de Janeiro a 17 de Fevereiro, de 2008

De Terça a Domingo às 21h46

Sala Estúdio Latino (Teatro Sá da Bandeira)

Informações e reservas, pelo número 91 5000 464.

Bilhetes a 7,49€ e 9,99€

O espectáculo para maiores de 16 anos



Texto e encenação
Ricardo Alves

Música original
Rodrigo Santos

Interpretação
Daniel Pinto
Ivo Bastos
Rodrigo Santos

Um balde divide o mundo. Havendo um balde, há o que está dentro e o que está fora. De pernas para o ar é um banco. Com um pé dentro é um gag antigo. Empilhados, uma torre. Numa loja de cristais é um erro, na construção civil uma constante, se tiver um furo é inútil, se tiver muitos, dependurado num ramo de árvore, é um chuveiro. Há baldes que são dois, meio balde de detergente, meio balde de água limpa. Alguns têm tampa, outros têm rodas, quase todos têm asa. Transportam água, guardam o leite e um balde foi à lua e voltou cheio de pedras lunares. E se um dia nos faltarem?

Um balde é também um bom ponto de partida para as historias que se querem contar.

.

Workshop Teatro Físico (Physical Theater)

1 e 2 de Março de 2008

A Reitoria da Universidade do Porto organiza a 1ª edição do Workshop Teatro Físico a decorrer de 1 a 2 de Março de 2008.

Physical Theater é em geral o termo usado para descrever qualquer forma performativa que se dedica e se baseia em contar uma história (dramaturgia) essencialmente através da fisicalidade do corpo.
Teatro físico explora um texto pré-existente, mas o foco principal é no trabalho físico do intérprete, a expressividade através do corpo. É uma forma de teatro extremamente visual.
As acções em Teatro Físico podem ter uma base psicológica, ou centrado num ponto emocional, ou um texto como base e são várias as formas de pesquisa de movimento, como por exemplo, a pesquisa do movimento através de formas codificadas, o trabalho de improvisação, a pesquisa de uma linguagem gestual própria inserida num espaço físico real, entre outras.
A dança no teatro fundamenta o conceito de espectáculo que é, actualmente, a combinação perfeita entre técnica e sensibilidade do intérprete, onde o corpo é o principal comunicador de signos e símbolos cénicos. Permite um melhor desenvolvimento da arte de intérprete, funcionando a dança a voz e a emoção.
O Workshop (I Parte) pretende focar principalmente no trabalho físico do intérprete, e na expressividade através do corpo explorando a movimentação a solo, relação em dupla e grupo.
Construção de cenas através da pesquisa de movimento com objectos e/ou adereços.


Formadora:

Mafalda Deville

Nasceu a 24 de Novembro 1976 em Oliveira de Azeméis, Portugal.
Curso de formação de bailarinos na escola de dança Ginasiano seguido do Curso Especial em Dança Contemporânea e Coreografia na London Contemporary Dance School of The Place.
Inicia a sua carreira profissional em 2000 como Bailarina e Coreografa na Companhia de Dança BCN, tendo coreografado e interpretado, "Reverso do Passado", "Ver pág. 297", "Flipin'Ek" de Luís Carolino, "A Pessoa da Pessoa na minha Pessoa" de Elisa Worm e Mafalda Deville, "Porta Norte"entre outros.
Em 2003, é seleccionada através de audição para se juntar ao elenco de Bailarinos da Jasmin Vardimon Dance Company, em Londres, onde foi intérprete das produções "Lullaby" e "Park", que se encontram ainda em digressão. Em 2006 é convidada por Jasmin Vardimon para ser Assistente Coreográfica na sua última produção "Justitia".
Para além de bailarina, liderar as aulas e ensaios, é também responsável pelo trabalho educacional da Companhia realizando workshops e cursos por toda a Grã-Bretanha e Internacionalmente (Portugal, Irlanda, Berlim, Bruxelas, etc.)
Bailarina/Intérprete no Filme "Lullaby" produzido pela BBC e Bailarina e Coreografa no Filme/Dança dirigido e produzido por Israel Pimenta.
Contudo e paralelamente com Jasmin Vardimon Dance Company, Mafalda desenvolve o seu próprio trabalho criativo (Physical Theater), tendo coreografado, em 2006 "10 min. de Café" para o "Dança for de horas"pelo Teatro Aveirense.
Também em 2006 foi seleccionada pelo Teatro Aveirense para o Projecto Jovens Coreógrafos com a sua produção "Kouglof".
"I prefer to stand...simbolically" o seu ultimo trabalho coreográfico que teve estreia em Espanha a 29 de Setembro de 2007.
Actualmente desenvolve o seu próprio Projecto Educacional e Artístico sendo Directora e Fundadora do Projecto Escola Dança no Porto.

Nº máximo de participantes: 25

Horário: Sábado (14h ás 19h) e Domingo (10h ás 16h)

Informações e Inscrições: Ana Martins - anamartins@reit.up.pt ou 220408193

Preço: 25 € UP - 30 Fora UP

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

"Viver sempre tambem cansa"

Viver sempre tambem cansa

O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinzento, negro, quase-verde…
Mas nunca tem a cor inesperada.

O mundo não se modifica.
As árvores dão flores, folhas, frutos e pásssaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.

Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.

[…]Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho, de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?

Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
[…]


Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela"

[…]

(José Gomes Ferreira, 1931)

(ln)

Todos ao palco!

Próximos ensaios na FDUP

Quinto Império


20.2.2008 - 20h


27.2.2008 - 20h



(ln)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Workshop de Leitura em Cena

A Reitoria da Universidade do Porto e a Editora Civilização organizam a 1 ª edição do Workshop de Leitura em Cena. O mesmo irá decorrer de 18 a 22 de Fevereiro de 2008.
Neste Workshop vamos reflectir e explorar as potencialidades da leitura em voz alta.
A partir de vários géneros literários pretendemos encontrar outras dimensões textuais. Reavivar o prazer pela leitura e superar a barreira entre ler para nós e ler para os outros.
Da leitura silenciosa à leitura expressiva, vamos dar voz e corpo às palavras escritas e perceber a força das palavras ditas, interpretadas pelo nosso leitor em cena.
Pois é..... O desaparecimento da leitura em voz alta é muito estranho. O que teria Dostoievski pensado disto?....Já não há o direito de colocar as palavras na boca antes de as meter na cabeça?
Já não há ouvidos? Já não há música? Já não há saliva?... As Palavras Precisam de corpo! Os nossos livros precisam de ter vida !
Programa :
1ª Sessão
A identificação do leitor e reflexão sobre o acto de ler
Aquecimento - Trabalho de Corpo e de Voz
1ª Parte: Exercícios de respiração, postura, colocação de voz, dicção. 2ª Parte: Leituras em voz alta de um conto ( diversas técnicas).
2ª Sessão
Aquecimento - Trabalho de Corpo e Voz
1ª Parte: Exercícios de voz e expressão dramática ( audibilidade, articulação, entoação e ritmo).
2ª Parte : Exercícios de leitura em voz alta ( textos poéticos, narrativas, contos, textos dramáticos, etc.).
3ª Sessão
Aquecimento - Trabalho de Corpo e de voz
1ª Parte: Análise dos textos da sessão anterior ( promover a capacidade compreensiva através da convocação de vários sentidos de um texto).
2ª Parte: Exercícios de interpretação( apropriação do texto, descoberta da partitura individual, o corpo e a cor do texto, a sua musicalidade).
4ª Sessão
Aquecimento - Trabalho de Corpo e voz
1ª e 2ª Parte: Como tornar um texto interessante para quem ouve? Teatralizar e desenvolver uma leitura encenada. ( adereços, sonoplastia, figurinos, etc.) Trazer leituras diversas para a proxima sessão.
5ª Sessão
1ª Parte: Apresentação das leituras em cena. Debate e reflexão sobre o processo de trabalho e resultado da oficina.
2ª Parte: Jam Session de Leitura.
Formadores:
Rute Pimenta - Actriz e programadora cultural Nasceu em Guimarães, em 1975.
Concluiu em 1994 o Curso de Interpretação na Escola Profissional Balleteatro e frequentou um estágio na École Internationale Jacques Le Coq em Paris. Em 1997 terminou o Curso de Interpretação na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Profissionalmente trabalhou com os encenadores: António Durães (Póquer na Jamaica de Evelyne Pieller / Companhia Teatro de Braga e Peça com Repetições de Martin Crimp / Assédio); Jorge Silva Melo (A Tragédia de Coriolano de William Shakespeare / Artistas Unidos e Ensemble); Companhia O Bando (Peregrinação / Expo 98); Nuno Carinhas (La Dinâmica Dell'Acqua / Teatro Bruto e Tia Dan e Limão de Wallace Shaw / Assédio); José Carretas (Ar do Vinho / Teatro Bruto; Ilhas e o Rio / Panmixia); Nuno Cardoso e Fernando Moura Ramos (Sexto Sentido de Regina Guimarães, António Cabrita, Abel Neves e Franscisco Duarte Mangas / Dramat - TNSJ - Assédio); Giogio Barberio Corsetti (As Barcas de Gil Vicente / TNSJ); Rogério de Carvalho (D. Juan de Bertolt Brecht / Teatro Bruto); Lígia Roque (Por Amor de Deus de John Havelda / Projecto Uma Mesa e Duas Cadeiras - Teatro do Campo Alegre); Nicolau Pais (Dorme Devagar de João Tuna / Dramat - TNSJ - Assédio); Companhia Assédio (Leitura de peças de Harold Pinter / Rivoli Teatro Municipal); João Pedro Vaz (O Triunfo do Amorde Marivaux / Assédio - TNSJ e Atentados de Martin Crimp / Assédio - TNSJ); Joana Providência (História com pés e mãos / Teatro do Campo Alegre); Nuno Simões (Amares de Regina Guimarães / Fábrica do Movimento - Caminho das Letras); Manuel Santos Maia (Alheava - Derrotados / Exposição Busca Pólos); Miguel Cabral (Poesia ia ia / co-criadora, para o Teatro do Campo Alegre e Onde Deixar o Mundo Dormir / Estufa - AC). Participou nas leituras inseridas na Bruto OFFicina - Sob o Signo de Lorca, do Teatro Bruto. Como formadora leccionou na Escola Profissional de Tecnologia Psicossocial do Porto; Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco de Vila Nova de Famalicão; École Française do Porto - Marius Latour; Escola Profissional Balleteatro do Porto; Escola Pires de Lima - Porto, entre outras. Em televisão apresentou, em 2002, o programa N. Astral na NTV. Participa regularmente, desde 1999, como dobradora de desenhos animados e imagem real para a RTP 1, A Dois, SIC, TVI e Disney Channel. Actualmente é programadora do Serviço Educativo do Teatro do Campo Alegre.
Miguel Cabral - Actor e encenador Nasceu no Porto, em 1974. Em 1991 frequentou o Curso C.I.E.S.A. na Cooperativa Árvore. Em 1994 concluiu o Curso de Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo e o Curso Acting em regime de estágio na Rose Bruford College em Londres. Em 1997 terminou o Curso Superior de Interpretação na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo e em 2002 completou o Curso de Formação Profissional no Instituto das Artes e Ciências. Como actor integrou os espectáculos encenador por: Rogério de Carvalho (Histórias Mínimas de Javier Tomeo / As Boas Raparigas..., Tio Vânia de Howard Barker / As Boas Raparigas...; D. Juan de Bertolt Brecht / Teatro Bruto; Rostos em Feridade Howard Barker / MetaMortemFase); Andrzej Sadowski (Platonov de Anton Tchekov / TNSJ); António Feio (O Aleijadinho do Corvo de Martin McDonagh / Visões Úteis); António Pires (Shopping and Fucking de Mark Ravenhill / Teatro Plástico); Ana Luena e Paulo Freixinho (Caleidoscópio de Vânia Cosme / Teatro Bruto); Ronan Abas (Shalom de Possidónio Cachapa / MetaMortemFase); António Lago (WSB de William Burroughs / Teatro Só); João Cardoso (Distante de Caryl Churchill / Assédio); José Carretas (Ilhas, o Rio e a um dia do Paraíso / Panmixia); Miguel Santos Maia (Alheava - Derrotados / Exposição Busca Pólos); António Capelo (As Sete Portas de Botho Strauss / TUP); João Luís (Enquanto a Cidade Dorme de Álvaro Magalhães / Pé de Vento); Joclécio Azevedo (Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente); Nuno Simões (Amares de Regina Guimarães / Fábrica do Movimento - Caminho das Letras) e Companhia Royal Deluxe (Rinoceronte - Peregrinação / Expo 98). Como autor e encenador criou os espectáculos: Furo! (Rivoli Teatro Municipal - 2004); Heartbeat (Contagiarte - 2005); Poesia ia ia (Teatro do Campo Alegre - 2005); Podes fugir mas não podes esconder-te (Sala Estúdio Latino - 2006); As Flores que abanam no Jardim dos Outros (CACE Cultural do Porto - 2006); Onde deixar o Mundo dormir (Rivoli Teatro Municipal - 2006) e O Mundo Mesa, a partir de Uma Mesa é Uma Mesa. Será? de Isabel Martins e Madalena Matoso (Serralves em Festa - 2007). É membro fundador da Estufa - AC. Concebe e orienta oficinas para o Serviço Educativo do Museu de Serralves.
Limite de participantes: 15 pessoas
Horário : 21h30/ 23h30
Local: Reitoria da Universidade do Porto
Preço: 85 € UP; 95 € Fora UP
Informações e Inscrições: Ana Martins: anamartins@reit.up.pt; 220408193

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Todos ao palco!


Ensaio na FDUP

Quinto Império


7.2.2008 - 20h

(ln)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Todos ao palco!

Ensaio na FDUP

Quinto Império

24.1.2008 - 20h

Trazer textos e roupa para arrastar no chão, i.e., confortável...


(lbc)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

direitoÀcena apresenta:



Quinto Império

um trabalho baseado na obra de Fernando Pessoa e seus heterónimos

Dias 16, 17 e 18 de Abril de 2008
Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade do Porto

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Eros e Psique


Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o
Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

______________________
Cancioneiro

(lbc)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Meu coração tardou

Meu coração tardou. Meu coração
Talvez se houvesse amor nunca tardasse;
Mas, visto que, se o houve, houve em vão,
Tanto faz que o amor houvesse ou não.
Tardou. Antes, de inútil, acabasse.

Meu coração postiço e contrafeito
Finge-se meu. Se o amor o houvesse tido,
Talvez, num rasgo natural de eleito,
Seu próprio ser do nada houvesse feito,
E a sua própria essência conseguido.

Mas não. Nunca nem eu nem coração
Fomos mais que um vestígio de passagem
Entre um anseio vão e um sonho vão.
Parceiros em prestidigitação,
Caímos ambos pelo alçapão.
Foi esta a nossa vida e a nossa viagem.


Fernando Pessoa

(jn)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Dobrada à moda do Porto

Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.

Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.

Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo ...

(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim,
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).

Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.


Álvaro de Campos

(jn)